sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Previsível! A arte de prever bons games.


Não é de hoje que as pessoas reclamam de reviews em geral. Ou não condizem com a sua opinião, ou são acusados de serem reviews pagos. Devo dizer que acho isso tudo muito engraçado, afinal reviews ou mesmo publicidade sempre tiveram muito pouco impacto na minha decisão de compra. Eu gosto de ver a opinião alheia, gosto de ver as diferenças, o que um considera importante e bom, que o outro julga totalmente o oposto. E as coisas que são unanimidade. Não é segredo, gosto de ver opiniões e de dar a minha, por isso escrevo esse blog. E acho até mais importante dar a opinião quando ela difere da maioria. Por isso vocês me viram pixar GTA aqui no post anterior e não viram nenhum post sobre The Last of Us. Afinal TLoU foi uma obra de arte incontestável, eu não tinha nada de diferente a dizer sobre aquilo que a grande mídia já não tivesse dito.


Mas este post não é sobre reviews, mas sim sobre como eu identifico um jogo bom(na minha opinião, claro). Devo dizer que assistir trailers de games já foi o meu maior hobby. Cheguei a ter CDs gravados com trailers. Hoje eles são um ótimo “arquivo de aborto”, com diversos jogo que foram cancelados antes do lançamento, ou que nunca foram um jogo na verdade, apenas uma perspectiva do que as pessoas poderiam esperar de uma nova geração de games. Da até tristeza lembrar do primeiro trailer de Dark Sector, pois nem o jogo que saiu com esse título, nem o Warframe, MMO lançado depois, realizaram o que foi conceituado naquele trailer. Sempre preferi os trailers de gameplay, mas foi nessa era de ouro dos gráficos, pós PS2, que passei a abominar qualquer tipo de trailer em CG ou pré rendered que não mostrasse nada de “actual gameplay”.


Pois são neles, os trailers de gameplay que baseiam totalmente minha expectativa de um jogo. Me conhecendo como me conheço e conhecendo jogos devo dizer que sou muito bom em julgar um jogo apenas por um video de gameplay. Sério eu poderia fazer reviews assim. Na verdade seria um “Preview”, com a diferença de mal ter visto o jogo, normalmente previews são feitos por quem já chegou a jogar demos ou mais. Acho até que vou começar a fazer isso aqui no blog. Já que não colocarei a mão em jogos da nova geração tão cedo. 


Consigo relacionar perfeitamente o êxtase de ver o primeiro trailer de Darksiders ou de Dragon’s Dogma e naquele momento já ter a certeza de que seria um jogo que eu iria adorar. E não deu outra, zerei ambos os Darksiders, joguei muito eles, zerei Dragon’s Dogma e agora to no meu enézimo ciclo de game mais do Dark Arisen. Em compensação sempre é uma decepção ver um bom conceito ser desperdiçado em um FPS. Lembro bem de ficar repetindo o mantra “não seja um FPS, não seja um FPS” enquanto assistia o primeiro trailer de Titanfall que não tinha gameplay. Fiquei torcendo pra ser terceira pessoa, seria foda se fosse, mas aí quando revelaram o gameplay, é só mais uma BOSTA de um FPS. Santo desperdício Batman! 


Claro, também não sou um guru incrível, as vezes erro. Já vi jogos que achei que seriam bons e quando peguei pra jogar mesmo, não funcionou. Parecia interessante o gameplay, mas algo na física, na mecânica do combate, não parecia certo. Como por exemplo o Kingdoms of Amalur. Não achei que seria INCRÍVEL, mas achei que seria bom o suficiente pra jogar. Não terminei nem o demo de tão bosta que era o jogo! Acontece.



O que eu gostaria de dizer aqui é: Se importe menos com o que não te importa. Cada um sabe do que gosta, não deixe as mídias te enrolar. Não confie só em reviews ou trailers, de preferência o ideal é testar o jogo você mesmo. Jogar um demo, alugar ou pegar emprestado, o que der pra ser. E no fim, confie nos seus instintos, só você sabe do que você gosta.

Yes, I hate FPS. Here is why!

My favorite games always were the beat'em ups. I also enjoyed some shooters. But for me shooters were the games I played with a gun(Lightgun). My Phantom System had a gun. I always liked shooting games such as Duck Hunt and Got'tcha! In the arcades I always played Virtua Cop or those westerns with real actors. It felt amazing. But I've never been much of a PC gamer. I didn’t had a good PC when I was young. And I only played Doom and Wolfenstein 3D on the school’s computers. But I never saw much fun in it. 


The 3D graphics gave me a headache. You had to play on the keyboard and you could not see your character! your “action figure”. Since I was a kid I liked to play with GI joes and the likes of it. So games for me were kind like that. A place to play with “virtual action figures”. So what was the fun in a game where you couldn’t see your “Joe”? Anyway I began to realize the "sloth" involved in creating a game of this genre. There was no need to create, model, and animate a protagonist. The game was basically a camera that the player needed to aim at the target and click! That's it. Unlike many action games, I saw no fun in that. The fun in the action game was to see your character, moving about, fighting, shooting, doing all those classic action hero stuff from movies. And for me the fun in the shooter was all about the gun. To hold the lightgun in your hands aim and shoot (as you were the hero). FPSs on PCs did not work for me because the game does not show you the hero and gives you no gun! I thought it was ridiculous to create a shooter game without a lightgun! When there already existed an obvious better way to play it with the lightgun. Historically the development of FPSs and lightgun shooters (shooters with gun-shaped controller) occurred in parallel as well. Not sure which was first created but I met the lightgun shooters first. For me these were the real first person shooters games. But, of course, were different products aimed at different consumers.


Over the years I tought that the FPS would die, but who died was the lightgun shooters. My true love for shooting games resisted. Even on the PS2 I had two pistols and played Time Crisis 2 with both (as the game allowed). Yes that’s a shooter! I want to see any FPS try to give you more immersion than that. For any FPS to date, even when they give you two weapons, you can not shoot into two different targets. Suck on that! Nowadays with the improved graphics I find it more acceptable to play an FPS. But I still don’t understand why this genre did so well while stuck on a single narrow perspective! Metal Gear Solid 2 was probably the first game I played that gave you the opportunity to change perspectives. To play in third person and shoot in first person view if you wanted more accuracy. From that moment on I never understood why some games were still locked onto a single perspective. I think it has to do with that old programming "lazyness". It’s easier to program a FPS than a game with multiple perspectives.


And with this generation there was the re-invention of another genre the TPS. Third-person shooter games. Sure, TPSs existed a long time, who doesn’t know Syphon Filter? But the genre was improved and regained strength through the new cover shooter mechanic that was made popular by Gears of War. Again Metal Gear was ahead, having already brought the concept of cover shooting but Gears was the first heavy shooter, not stealth/espionage game, to implement and evolve the cover shooting mechanics. Again, with the evolution, I thought that FPS and TPSs would fuze toghether. You would have games where you could change the view according to your preference, and finally finishing of this handycap world that is the FPS genre. But the market sucks and "fanboyism" is another shit. Some people prefer to defend a genre, even if it costs the evolution of games. Instead of having shooting games with free view, (be third, first or whatever you prefer) what we saw next was a succession of frankensteins. FPS games that blend with parkour, with cover shooting, FPS with race and even FPS with RPG! Shit, those were great concepts, but all attached “locked on” to a single perspective! I really wanted to play Mirror's Edge, but I could not. It was simply too sad! Not being able to see a beautiful protagonist. Not being able to see myself doing incredible maneuvers. In fact, because of the fucking perspective, I could not even see anything! And when I did, so what? Seriously, I ask you, what then? Why the hell is cool to see a camera shaking going toward a wall, then turning abruptly, and again and again? You can not understand anything! Pretty soon you see the floor, ceiling, stairs, all very fast! Seriously, if it were cool, action movies would only be made in first person. Having a FPS now and than its ok, but having a hole market locked into one perspective is just sad! Mirror's Edge could have been something so cool. Enough not to be locked in first person. However if this kind of game is so great, where is the sequel? If there is none my friend, is because it didn’t work.

Even a war game is not just about shooting. You run, jump, roll, and all that is always better in the third person. PLEASE developers, remove the perspective restriction! Why not? The shooting games that should be a single genre is still separated into sub-genres just because perspective. All because of a damn limited perspective! Okay, the FPSs evolved. Graphically, some no longer give me headache anymore. Today we see parts of the body of the protagonist. But still it is not for me.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

GTA... de novo.



Por onde começar a falar sobre GTA V? Alguém não sabe do que se trata? Um dos maiores franshises de games de todos os tempos fez um bilhão de dólares em vendas com apenas três dias. Um jogo que estava sendo muito esperado, mas não por mim. Sempre curti e joguei os GTAs, me dirvirto mas não me empolgo muito. É bom, mas não muda a minha vida, é apenas mais um jogo. Claro respeito muito sua importância afinal é o pai dos jogos de mundo aberto modernos. E por isso mesmo todos esperavam algo mais desse novo GTA que sai as vésperas de uma nova geração. Após termos visto tantos outros jogos com essa dinâmica do mundo aberto, porém em outros cenários e com novas mecânicas, já não é mais tão fácil deslumbrar um jogador calejado apenas com um mundo aberto. Não vou mentir, eu achava que seria um mais do mesmo, porém com um tamanho descomunal, o que para mim já seria bem satisfatório. De certo modo não me enganei. GTA V é gigante e bonito. Não tão bonito quanto me fizeram acreditar, mas bonito. Uma coisa é certa, dirigir/pilotar veículos é o MELHOR que GTA faz e faz MUITO bem. Eu ficaria muito feliz se houvesse um GTA estilo velozes e furiosos que só focasse em torno de carros, “tunagem”, corridas e gangues. Mas não foi dessa vez. Nesse capítulo GTA investiu nas “Heists” os “grandes roubos”. Que dão um toque diferencial as missões, tornando-as únicas em algum aspecto. A história também vem com a força de 3 protagonistas e a troca de personagens, o que é uma idéia legal e funciona bem pra te deixar preso ao jogo. Porém na prática não funciona tão bem, pois se você trocar de personagem em uma hora “errada” o jogo te pune fazendo você perder cenas de história e até mesmo bugando missões. Mas é um pequeno preço a pagar por um jogo tão grande.


Porém não é seu único problema. O que eu vou fazer basicamente aqui hoje é falar mal de GTA. Por que assim, review falando bem não falta por aí. Por que o jogo é bom e incrível, todo mundo sabe. Mas por que ele não é tão bom assim? Pois quando um jogo é bom aí mesmo que percebemos suas falhas, pois queremos jogar mais apesar delas e gostaríamos MUITO que elas não estivessem lá, mas estão. Começando pela mecânica mais básica depois de dirigir, atirar. O cover based shooting de GTA continua ruim. Muito similar a como era no GTA4. Achei que essa fosse ser certamente uma das mecânicas melhoradas no jogo, principalmente depois deles terem trabalhado no Max Payne 3. Mas parece que não evoluiu. O personagem continua lento, com muitos botões pra se apertar, a mira nunca tem um zoom muito bom, o cover não funciona bem, com o personagem sempre ficando exposto, enfim, você tem que jogar e se acostumar com isso e levar isso em consideração sempre. Em dado momento estava tão complicado o negócio que até optei pelo modo de mira com lock-on ao invés do free aim. Mas jogar com lock-on tira grande parte da graça de um tiroteio. então me forcei a me acostumar e procurei sempre ter coletes e estar armado até os dentes pra sobreviver a um sistema de tiro tão deficiente. 


Pensar que Sleeping Dogs que saiu mais de um ano antes tinha um sistema de luta e combos à lá Arkham City que se integrava perfeitamente a uma boa mecânica de cover based shooting e de shoot and drive! Dos jogos de mundo aberto acho que foi o que melhor utilizou e integrou dinamicas de combate, tiro e dirigibilidade. Aliás depois de terminar GTA até senti saudade de Sleeping Dogs. Daí vem outra crítica. GTA é imenso e cheio de coisinhas irrelevantes pra fazer. Nada contra enriquecer o mundo do jogo, mas acho que isso deve ser feito em segundo plano DEPOIS das mecânicas principais estarem bem feitas. Ou seja, eu não quero um jogo de máfia onde eu possa jogar golf ou tênis. Eu quero um jogo de máfia onde o tiroteio seja bom antes de mais nada! E depois, se der, que eu possa jogar golf ou tênis. Que a propósito são esportes que eu abomino e nunca joguei uma partida de nenhum no jogo. Outra coisa é, se for adicionar algo que seja relevante. tênis e golf não são e são praticamente outro jogo inserido no GTA, enquanto isso eles também resolveram implementar um cachorro no jogo. Seria uma adição legal, porem coitado, foi muito mal implementado, sem propósito, mal da pra interagir com ele. Foi um desperdício.



Mas pixando tanto o jogo assim parece até que eu não gostei. Não é isso, gostei e MUITO. Ainda mais depois de conseguir me acostumar e pegar o jeito. E falando em gostar poderia escrever algo aparte para o GTA Online. Pois esse é O jogo! Multiplayer com 16 cabeças no mundo aberto de Los Santos com os amigos é incrível. Não sou de jogar online mas comprei até headset pra jogar GTAO e não me arrependo em nada! Já coloquei mais horas no online que na história, sem falar que o online tem uma linha de história também. Bem simplória mas tem. GTA Online é um caso de amor a parte, o jogo simplesmente torna qualquer outra experiência online desinteressante e obsoleta.   


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Por que o ódio do Batman?



O clima ficou tenso quando a Rocksteady passou a bola do desenvolvimento do “próximo jogo da franquia Arkham” para a WB Games. Muitos olhares tortos e sobrancelhas levantadas. No decorrer da produção desse jogo comecei a entender o que eles estavam fazendo. Utilizando a estratégia da Ubisoft de “ordenhar” uma franquia ao máximo. A WB Games, distribuidora(publisher) colocou seu recém criado estúdio próprio de desenvolvimento para trabalhar em um jogo praticamente pronto, todo pautado nas mecânicas do anterior com poucas alterações, Enquanto a Rocksteady já se ocupava de trabalhar na verdadeira continuação, o Batman da próxima geração. Muito esperto. E devo dizer, não sou contra isso. Muitas vezes uma continuação demora em torno de 3 anos pra ficar pronta, se esse tipo de manobra traz um novo jogo em 1 ano, mesmo que ele não tenha um avanço significativo com relação ao anterior, se o jogo já era bom, é válido. Então eu realmente não criei grandes espectativas pra esse jogo. Esperava que fosse apenas mais do mesmo. Porem Arkham Origins me surpreendeu positivamente. Fiquei até indignado em ver tantos reviews negativos por aí. Como um jogo que melhora pouco, mas melhora, em cima de um jogo que foi considerado jogo do ano, pode receber notas ruins? 


Bom, vamos finalmente entrar no mérito da coisa. Origins é mais do mesmo. É delicioso voltar a “ser” o Batman, revisitar essa sensação, esse mundo e personagens ricos. Mas o que o Origins trás de novidade boa? Em cima de um sistema de combate que virou referência ele conseguiu com uma adição simples trazer uma profundidade que revitaliza o jogo. Os adversários ninjas que agora podem fazer counter no Batman. Parece uma besteirinha, mas adiciona uma pimentinha que faz diferença. Quem jogou os anteriores sabe como ser fantástico sendo o Batman. Os primeiros adversários são nocauteados sem problemas no jogo. É tão fácil que vc até pensa.. “puts de novo isso? será que vou ficar entretido fazendo de novo algo que já fiz tanto nos anteriores?” E quando aparecem esses inimigos que trazem essa nova mecânica é um sopro de vida no jogo que revitaliza o seu interesse. Adversários melhores que você precisa superar. Outra pequena mudança que achei que coopera para um refinamento do combate é o fato de você agora precisar apertar o counter duas vezes se dois inimigos estiverem te atacando simultaneamente. Isso é bom pois coloca você, jogador, mais no comando, deixando a coisa menos no automático.


Além disso a premissa simplória da trama faz parecer bobo o enredo, porém o desenrolar vai te puxando, não deixando nada a desejar em comparação aos anteriores. Novos Vilões vão surgindo em um ritmo bom, trazendo variedade e mais coisas pra fazer. Também é interessante ver a progressão de certos personagens secundários na franquia, como por exemplo a Barbara Gordon e o Charada, que ainda nem tinha esse “apelido” e tem puzzles muito simplórios comparados ao Arkham City. 


E para finalizar no lado positivo da balança a revisão visual do design do jogo. Eu nunca curti o estilo dos Arkham anteriores. Eu e meus amigos inclusive chamávamos de Gears of Batman por conta do tipo físico semelhante, Batman cabecinha, bíceps maior que a cabeça. Consegui curtir os jogos APESAR disso. Porém no Origins isso foi “corrigido”. A mudança no visual do jogo foi um dos fatores que mais me empolgou pra retornar a franquia. Curti MUITO esse novo Batman, pra começar pela proporção correta! A cara dele melhorou! Eu achava a cara dele meio de bunda nos anteriores. A armadura ficou muito foda e faz muito mais sentido parecer uma armadura com volume. Não aguentava o fato de quando a roupa dele rasgava logo abaixo da roupa ter a pele dele como se fosse collant mesmo. Enfim, não só ele melhorou, outros personagens também tiveram redesigns muito bacanas. Deathstroke, KillerCroc, Joker, todos estão muito estilosos. Outras pequenas mudanças também contribuem pra umas experiência mais agradável, como por exemplo a “pose” que ele faz quando você aperta o botão de contra-ataque, parece uma pose marcial de defesa mesmo mais do que a pose ridícula dos antigos. 


Mas Origins não é só flores. Uma das pioras no jogo está relacionado também ao combate. Com a adição de pequenas mudança que colocam o controle do batman mais na sua mão, também vem problemas de imprecisão. Enquanto no anterior um único botão apertado fazia você dar counter em até três inimigos, nesse é preciso sempre apertar o botão. O que pode não ser preciso as vezes. Você também tem que mirar melhor seus golpes, se o Batman ainda não tiver entrado no free flow é possível que você perca o combo por dar um golpe no ar em ninguém, enquanto vc achava que ele deveria ter dado aquele pulão e acertado um cara mais distante. Dentre essas pequenas falhas de precisão temos as quickfire gadgets errando alvo, bat-claw que não pega em ninguém, o que é ruim por um lado, pois não basta só apertar o comando, mas bom pois te dá mais controle, você precisa direcionar os ataques, embora não seja sempre preciso o controle. A cidade do jogo também cresceu, agora é o dobro de antes. É de um bom tamanho, mas quando você se pega comparando com outros jogos de mundo aberto recentes como AC4 e GTA5 o Batman é ridículo de ínfimo. Porém não senti necessidade alguma de que ela fosse maior.


Mas ainda relacionado ao combate outro problema se encontra no nível de dificuldade desbalanceado. Como mandei bem nos anteriores, comecei o Origins no HARD. Também notei nas opções que desligar os prompts de counter agora era uma opção aparte, diferente dos anteriores que era parte do modo hard desligar os prompts. A questão é que em pouco tempo me senti um Batman deficiente! Não estava mandando bem, mas fui insistindo até o primeiro chefe que se provou IMPOSSÍVEL de passar! nesse tempo jogando no hard pude analisar o que me foi desgostoso nesse modo, por que sentia que havia alguma coisa de errado. O fato é que no hard, os inimigos parecem mais rápidos, ou o Batman mais lento, e os golpes deles parecem ter prioridade sobre os seus. Isso pode ser decorrente de outra coisa que percebi. Parece que nesse modo toda a animação dos seus movimentos precisa ser completada. 


Ou seja, todos os seus movimentos precisam não só ser muito precisos mas também muito bem planejados com muita antecedência! Se no normal você da 3 socos em um inimigo e outro ta vindo por trás, vc faz o counter após o terceiro soco no último instante, fazendo quase que o final da animação do soco e do início do counter se sobrepujarem, já no hard você não é tão rápido e a animação do ultimo soco não vai ser sobreposta pelo counter, a animação vai até o fim e qdo o Batman estiver se movendo para o counter será tarde demais e você terá levado o golpe. Então no hard ao ver um inimigo se aproximando por trás, você não da um combo de 3 golpes em outro cara, você vai dar 1 só e já se preparar para o counter, quem sabe, com muita ousadia arriscar 2 golpes. Enfim, a questão é que essa lerdeza torna o combate IMPOSSÍVEL quando surgem multiplos inimigos e um deles é grande, que era o caso do primeiro chefe. Enfim comecei de novo no normal com os prompts desligados. É uma dificuldade justa. Voltei a ser incrível com o Batman. 



Um detalhe a parte, a luta contra o Deathstroke sem prompt foi extremamente tensa, desafiadora e deliciosa de se jogar e extremamente satisfatória ao se vencer. Só acho uma pena que o MELHOR tenha sido posto tão no início do jogo. E por fim vou apenas colocar minha indignação com os reviews ruins, pois esse jogo fez mais pela franquia Arkham do que qualquer continuação de Assassins Creed fez pelo seu combate! Em 6 jogos AC nunca teve uma mudança significativa no combate como Arkham Origins. Tenho dito! E fica a dica aí pro próximo AC ter essa mecânica de counter de counters que vale a pena copiar!

quarta-feira, 26 de junho de 2013

O crepúsculo de uma geração.




Desfrutando da beleza de The Last of Us eu percebo que o fim está próximo. Que nada mais, nesta geração, será melhor do que isto. É o início do fim. Um final emocionante, majestoso e digno. É por isso que jogo videogames, por jogos assim. Que não só entretêm, mas que emocionam. Que te dizem algo mais, que proporcionam experiências únicas. Experiências que somam, que enriquecem o indivíduo. Grandes jogos ainda irão marcar o fim dessa era, mas nenhum será tão completo quanto esse. The Last of Us é uma obra prima. A Naughty Dog chegou a um patamar inigualável. 


Só pra ilustrar o quão incrível é esse jogo, ele pegou um tema batido que eu REPUDIO (zumbi/pós-apocalíptico) e conseguiu não só me interessar como me agradar profundamente! Sim TUDO que tem zumbis perde meu respeito, acho ridículo e não me atrai em nada! Walking Dead, Resident Evil, quadrinho, filme, etc.. whatever! Não ligo mesmo pra nada disso! Exceto The Last of Us que mesmo nessa temática conseguiu me fisgar! Eu poderia me prolongar falando do jogo, mas não o farei. Pois este não é um post sobre the Last of Us, mas sobre esse brilho mais forte que a lâmpada tem antes de se apagar.


O sol está se pondo nesta geração. Um belo por do sol que será marcado por grandes jogos de mundo aberto. Batman Arkham Origins, GTAV, ACIV Black Flag e Watch Dogs fecham com chave de ouro essa geração. Por tanto amigos, ainda não é hora de se excitar com o amanhã. Não é hora de antecipar o que está por vir, a próxima geração. É hora de segurar, prolongar o gozo, aproveitar com calma esse lindo por do sol de hoje.


Até por que, a noite será longa até a chegada do amanhã.


sexta-feira, 14 de junho de 2013

Next Gen is here! Why Im not impressed?



Where should games evolve to?

In antecipation to E3 I decided to state my discontempt. Don’t get me wrong I do love videogames but I kinda lost hope to see it truthly evolving. Every time a new generation of gaming hardware comes out we keep thinking “where it will further grow? How will games evolve this time? what things will become bigger? better? what will be the new things to come?” And with every step I can’t help to feel a bit disapointed. Again we are at the very door to a new begining. Next gen is comming again. 

But I won’t talk about my expetations, because I simply don’t have much. I came to learn with past generations that the main diference in games from generation to generation is graphics. And I so don’t give a crap about graphics. And this time Im not even seeing a big graphic leap. Instead of that what I would like to do is to point out what could have been some real improvement in my opinion. What should have been the steps taken in the game development enterteinment. 

First lets start with the things that are holding back gameplay development.

1. No more QTE! (Quick Time Event)

QTEs are the dumbest thing ever! So they make a game, and there are some segments for wich they couldn’t manege to develop a decent gameplay. Normally that would result in a cutscene. But instad of letting people enjoy the cutscene someone came up with the brilliant idea to obligate players to stay alert for RANDOM prompts to press a button! That is not gameplay! So you are not playing AND not enjoying a cutscene! So WTF are you doing? a Freaking QTE! That’s what it is. A limbo place full of shit. 
If every time a monster jumps on you, you have to press RANDOM buttons to escape that’s just silly! But if every time a monster jumps on you you have to press the dodge button and the hit button, that’s a concept, that’s a gameplay, even if in those moments the camera shifts to a more cinematic view. And than you don’t have to prompt buttons on screen all the time, because I learned what needs to be done and it makes SENSE.

So yes games like God of War would be much more enjoyable without QTE. If every time you had to kill a certain monster you had to press just the same sequence and that it made sense. Like pressing the grab button to grab the enemie and twisting the analog to brake a neck. Not having to wait the game says wich button to press to grab the enemy (wich is stupid because you have a grab button but for this finisher move that’s not the button you use to grab you have to wait a RANDOM prompt!)and wich way you have to twist it. Not to mention the QTEs on cutscenes. Just silly... they will never even begin to try to make an awesome gameplay sequence that looks like those cutscene moments, and they trick the weak minded into thinking they are playing it with a QTE? Just sad... that’s not gameplay! Just let me watch the AWESOME cutscene without having to worry about random SHIT! Or make the HOLE game AWESOMELY PLAYABLE!

  1. Enough with the graphics enhancements!

Ok I get it, some games are beautifull to the eyes. But what good is all this polishment, all those poligons, all these textures, if the character doesn’t move fluidly? Or what good is a beautifull scenary, if you cant interact properly with the things in place? Or what good is a beatifull city, if it doesn’t feel alive? I can’t help to think what if they were to make a PS2 game for the PS3. How bigger and better a game with PS2 graphics could be in the PS3 if all the horse power were to focus on other areas, like gameplay and animation? how much more fluid the game would look like? how much more complex and deep a gameplay could be?

would we perhaps have a open world spider-man game where we could have 100+ spidey’s iconic combat moves for we to choose, upgrade and combine our combos the way we wanted? would these game perhaps have ALL the spidey’s outfits and skins possibles? Would it be able to run a bigger, deeper and more alive city? where perhaps you could be swinging by and Green Goblin just cames out of nowhere and bust you into some building. And there is actually a building interior an office perhaps with people working, and they would run away scared while you begin to fight the goblin inside the building!? A complex enough city where the goblin’s bombs would brake walls and cause debris to fall on the crowd bellow and you would have to try and zip those debris or save those peoples somehow?

That’s what I was expecting for this gen after playing Spider-man 2 on the PS2. But instead we got a bunch of non open world games and a movie tie-in that had a ridiculously tiny NY! (Im leaving Web of Shadows out of this pack because I thing it’s actually a pretty good game, not what I expected for this gen but is the best of the bunch). I see no sign of any open world game reaching that far. 


3. Open world games are fun, but now give me an all-open game

Many games have options and conseguences for the options you make but it never was deep enough. Nowadays we are a bunch of grown ups and we need that deepness. Don’t try to give me a movie, try to give me a life! Don’t tell me what to do, just let me do anything I want! How many times you were playing GTA and found a character that you just thought “damn this guy is gona fuck me up! I know he will double cross me!” But you can’t do shit about it. What if you could? what if a game gave you the REAL power to decide. To choose whether or not to trust the guy. Or even better a game that could give you the option to listen to the guy... but if you don’t like his tone or something, you could hit him during a dialog! And even kill him! like shoot someone before he kidnaps your daughter. Or also try to calm down a violent character that you think its to dangerous to deal with at that time. 

See? This are the things I want in games. This is the kind of interaction and deepness that I expect from gaming. This is the evolution I tought was the obvious way. Not just dumb better graphics or a cliché movie script. I want freedom!   

sábado, 2 de março de 2013

DmC Devil May Cry - Do começo ao recomeço (parte 2)


Vamos finalmente ao que interessa, o novo DmC! Eu nunca fui muito fã da série como podem ver, mas sempre curti e me diverti. O Dante até trouxe consigo uma nova conotação pra palavra FODA. Sabe quando algo transita livremente a tênue linha entre o ridículo e o absurdo? Então, esse é o Dante de Devil May Cry. Meus amigos costumam chamar isso de ser “foda... naquele sentido”. E eu devo dizer DmC é um Reboot mais do que digno! 


Após toda essa análise dos jogos antigos, tendo jogado-os recentemente, posso dizer que eles não envelheceram tão bem. Nenhum deles é tão bom quanto eu lembrava ser! Parecem lentos, meio erradinhos, sei lá. Mas o mais espantoso foi jogar o DmC e ele ser exatamente o que eu lembrava ser Devil May Cry! Na verdade é uma atualização muito melhorada! Eu confesso que por não ser fã estava meio que cagando de leve pra esse reboot. Tinha visto uns videos e achei que o gameplay tava o mesmo. Que ia ser o mesmo velho lance de jogar os inimigos pro alto e bater neles como se sua espada fosse um taco de baseball, e é, só que de uma maneira muito atual e satisfatória. Algumas coisas são estranhas, como por exemplo ter que se acostumar com 2 botões para esquivar. Eu não consegui e só usava um tipo de esquiva. Mas fora isso o jogo é perfeição. Muito fluido, bonito e divertido. Pode parecer meio lento para os adoradores de Devil 1, mas o jogo é excelente e muito complexo. Tanto que senti algo que desde ZOE 2 não sentia. Câimbra nas mãos! Ou seja, fazia tempo que não jogava um jogo que exigisse tanta habilidade manual!


Compondo bem o reboot estão uma nova ambientação mais verossímil e interessante e os novos designes dos personagens. Achei foda que o jogo é todo novo, mas na verdade é o mesmo. O Dante é o mesmo. Apesar do design novo, a personalidade é a mesma. Apesar das pessoas reclamarem, mas esse novo Dante também mudou bastante desde a primeira vez que o vimos. Deixou de ser um emo raquítico mal alimentado para ser uma versão mais jovem convincente do velho Dante. Tudo casou muito bem, o novo mundo, a renovação dos personagens. A hostória também melhorou, aproximando mais os dois irmãos e aproximando mais você dessa relação deles. O fato deles serem Nephilim e não simplesmente meio-demônio também é uma adição interessante.


Terminei o jogo e fiquei contente com todo resultado. O único problema é que toda essa familiaridade tornam o jogo um pouco repetitivo e curto. Mas ainda continua sendo divertido dar combos infinitos em demônios bizarros. Agora ficou só a vontade de jogar o DLC do Virgil. Mas basta esperar que a Capcom deve lançar a "versão completa" do jogo num futuro próximo como sempre fazem. Tudo indica que esse reboot seja realmente um novo recomeço pra uma franquia que merece ser revivida e melhorada. Confesso que nunca levei muita fé em reboots, mas começo a achar uma boa idéia. Esse deu super certo, Tomb Rider também... Começo a achar que seria uma boa um reboot de Metal Gear!


DmC Devil May Cry - do começo ao recomeço!




Devil May Cry estreou a era de Ouro do PS2 (e por que não dos video games). Foi o jogo de ação mais marcante e definidor de novos padrões. Ele impulsionou uma evolução notável dos jogos do gênero que tiveram sua grande era nessa belíssima geração que foi a do PS2. Mas o que pode impressionar é que apesar de fã de jogos de ação desde sempre, Devil 1(como vou chamar pra evitar confusões com o novo DmC) não me conquistou de primeira. Na realidade o jogo era impressionante e me atraiu, mas esbarrei em uma curva de dificuldade muito íngreme. Parei logo no primeiro chefe! Aquela maldita aranha (que ANOS depois percebi que era um escorpião) fudeu com a minha paciência. 


Eu desisti! Confesso que não tive a habilidade requerida. Algum tempo depois Devil 2 saiu. Pensei, não posso ficar pra trás dessa vez. Esse Eu iria zerar! E não deu outra. O jogo saiu. Cheio de novas adições ao gameplay. Nunca havia me divertido tanto! Assim o personagem finalmente era foda e eu podia realmente fazer tudo que eu quisesse. Daí um amigo meu virou e disse, “curti não, o primeiro é melhor, bla bla bla...” Fiquei estarrecido! Como assim? Enfim, depois descobri que basicamente toda comunidade gamer odeia o devil 2 e idolatra o 1 e o 3. Que fique claro, eu sou um dos poucos que aprecia e prefere o Devil 2.


Depois quando saiu o 3 foi uma unanimidade, eu gostei, meus amigos também, todo mundo gostou. Beleza. Mas eu ainda preferia o 2. Fiquei encucado com isso. Por que as pessoas preferem os outros? Então fui analisar mais a fundo. E finalmente cheguei a uma teoria. Eis o seguinte. Devil 1 era um jogo rápido e com uma dificuldade desafiadora, beleza. Devil 2 foi um jogo mais polido. Era um jogo mais bonito, os movimentos do Dante eram mais plásticos, fluidos, contínuos e por consequência mais “lentos”. Isso se comparado ao primeiro jogo e apenas no quesito de combate com a espada. Sim os combos do Dante eram mais rápidos no primeiro, parecia que você podia cancelar uma animação de ataque com o próximo ataque, parecia que faltavam frames às ações ou que elas não tinham impacto as vezes. Você podia por exemplo estar no ar, bater um inimigo para baixo, caindo com ele rapidamente e assim que tocava o chão já ejeta=lo novamente pra cima, como se o Dante não precisasse pegar impulso pra alavancar o novo upper. Já no 2 todas as animações estão lá. o que pode ter feito o jogo parecer mais lento para quem estava acostumado com o primeiro. Outro fator talvez seja a dificuldade. Como eu não passei do primeiro chefe do 1 e zerei o 2, certamente há uma diferença na dificuldade.


Porém a princípio senti essa diferença como se fosse uma melhora do Dante, e não uma defasagem na dificuldade do jogo, pois afinal agora ele tinha diversas ações que antes não tinha. Por exemplo, agora o Dante podia esquivar E pular! Antes era um ou outro e segurar o lock-on que mudava isso, o que também me dificultou muito a vida, a partir do momento no 2 que eu podia estar lockado e esquivar ou pular, ficou bem melhor. Mas falarei mais das habilidades do Dante mais a fundo adiante.
Ainda na questão da dificuldade, no 2 as pistolas passaram a ser eficazes, enquanto no 1 elas serviam basicamente pra você manter um combo, um inimigo no ar, quase não dava dano. A “AI” dos inimigos pode ter sido defasada também. Alguns inimigos terem ficado mais lentos, para se adaptar a nova velocidade do Dante. Mas uma coisa que eu percebi, é que o jogo te deu mais poder. Antes você era obrigado a dominar todos os recursos do Dante. enquanto no Devil 2 se uma pessoa quisesse poderia usar primordialmente a pistol, ou apenas combos simples de espada e ainda assim conseguir avançar. Ela pode avançar, mas não vai se divertir tanto quanto aqueles que usarem todos os recursos. Então sim, foi um jogo que tentou ficar mais amigável ao público. E falando em recursos, as ações do Dante aumentaram mas seu arsenal diminuiu, algumas pessoas criticam o 2 também por isso. A história sem dúvida é a pior e mais nada a ver dos 3 jogos. Devil 2 ignorou solenemente a Trish e o Virgil, não fazendo nem menção a nenhum deles.


Apesar disso eu sei que me diverti muito e nunca me senti tão poderoso e estiloso em um jogo. Talvez por suas ações. E nesse ponto vou rapidamente compara-lo ao terceiro. No terceiro jogo vieram com um novo esquema de “estilos” você podia escolher entre 4 estilos, sword master, gunslinger, trickster e royal guard. Que basicamente alterava respectivamente um dos botões para, outro golpe de espada, outro tiro, dash e defesa. A questão é que no Devil 2 você já tinha esquiva E wallruns(com animações e velocidades melhores que o dash do 3) e já podia atirar em mais de um inimigo diferente em direções diferentes sem precisar ter que escolher apenas um ou outro estilo. Então para mim o 3 piorou o Dante do 2, e dos 3 foi o jogo que mais me desapontou quando joguei recentemente, pois lembrava dele ser bem melhor. Além disso no Devil 2 teve o melhor Debil trigger de todos, com diferentes itens que te davam habilidades como a minha favorita CORRER! Mas correr de verdade, como nenhum personagem corre mais hoje em dia (Só o Ninja de Ninja Blade, que aliás a corrida é a única coisa que presta nesse jogo). E apenas para finalizar Sobre o 3, o Dante mais emo e baitolinha de todos, incluindo o novo design do DmC, é o do 3. Tenho dito, então não venham criticar o DmC por que o Dante está emo, que esse nunca foi o problema. E emo mesmo ele era no 3! Tenho dito. 


O quarto jogo trouxe aquela ghost hand, uma importante mecânica nova para manter os combos cada vez mais longos. Mas a história se distanciava cada vez mais de algo com o que alguém se importasse. Um novo protagonista, umas paradas nada a ver. Mas ao menos o Dante volta a dar o ar da Graça e volta a ser macho! Devo dizer que o chefe mais difícil de todos os Devil May Crys é o Dante! Chega a ser poético. E foi bem prazeroso jogar com ele depois de libera-lo. Acho que vou ficando por aqui, falo de DmC exclusivamente no próximo post que isso aqui já tá gigante!




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Metal Gear Rising, Simplesmente vergonhoso!



Alguns anos atrás Metal Gear Solid Rising foi anunciado. Eu tinha boas esperanças pra um jogo de Ninja em Metal Gear, afinal como já disse quem nunca quis jogar com os ninjas da série? O problema é que algum tempo se passou E o Kojima encrencou com o andamento do desenvolvimento do jogo. Eu particularmente achava que eles chegariam a algo incrível e diferente dos demais jogos de ação. Porém no meio desse processo Kojima deu seu chilique, obrigou seus funcionários a cometerem uma espécie de harakiri moderno, espondo-os ao ridículo obrigando eles a se desculparem publicamente por não estarem conseguindo avançar com o desenvolvimento do jogo aos olhos e gosto do Kojima. Que feio, sério. Gosto muito do trabalho dele, mas ele já se tornou um tipo de caricatura do que foi a algum tempo e essa foi a gota d’água pra pegar antipatia por ele.


Feito isso ele seguiu entregando o desenvolvimento do jogo para a Platinum Games. Uma desenvolvedora de respeito que fez excelentes jogos de ação como Mad World, Bayonetta e Vanquish. Eles mudaram a direção e em pouco tempo nos temos Metal Gear Rising, não mais Metal Gear SOLID Rising. O jogo virou mais um jogo de ação nos moldes que estamos acostumados (onde espadas não cortam para você poder fazer longos combos nos inimigos). Tudo bem, eu preferia ver o jogo mais inovador que a Koj Prod tava fazendo, mas aceito um jogo mais de ação tradicional. Pensei, vamos ver no que dá. 


Ao meu ver o que temos hoje é um jogo incompleto e mal acabado. É simplesmente VERGONHOSO! Se isso é o que você tem orgulho de aprovar e nos dar como jogo Kojima, não gostaria nem de imaginar o que seu time estava fazendo antes para ter causado tanta reprovação. A questão é basicamente essa o jogo parece que não foi polido. Graficamente é um downgrade que fica muito atrás inclusive de MGS4 que já saiu há muito tempo. Texturas ocas, simplórias, feias, geometrias duras, animações duras. Se você compara essa dureza de animação com a fluidez de DMC que acabou de sair também, você sente vergonha pelo MGR. O próprio Raiden parece ter poucos movimentos de tão dura animação. O jogo parece não ter peso, de um jeito ruim, as vezes leveza é bom, mas não é o caso aqui. Tudo parece de papelão, talvez por isso dê pra cortar tudo. A ninja run é bacana, mas mal acabada, o pulo é RIDÍCULO! Por isso eu vejo mais como um jogo mal acabado do que ruim. Eu não acredito que alguém olhou aquele pulo, aquela física funcionando, aquela animação horrorosa e aprovou aquilo. 

                                  (O que deveria ter sido)

O combate simplório demais, todos os inimigos você derrota do mesmo jeito, precisa fazer o parry (“aparar”) pra deixa-lo vulnerável e depois picotar. Saca ele até tem movimentos legais, mas alterar o combo que você dá não influencia muita coisa. Os golpes que você libera, não tem explicação de como usar, você precisa entrar no menu de help do jogo DEPOIS de ter comprado a skill, já dentro da main story novamente pra poder ver como fazer o golpe. Sem falar no personagem não ter nenhuma outra defesa ou esquiva que não o parry, e o fato do parry ser feito não com um botão específico pra defesa, mas colocando pra frente e apertando o botão de ataque! Se liga que loucura! Com isso o jogo fica tremendamente inconsistente! Você não consegue controlar bem se você vai atacar ou defender, mas basicamente colocar pra frente e ataque é vencer o jogo! pq todos os inimigos se derrotam assim! Com tudo isso eu acho q não deu foi tempo de melhorar o jogo. Podia ser melhor, mais completo, comparado mesmo com outros jogos da Platinum MGR foi de longe o PIOR! Até tela de abertura, menus do jogo, tudo simplório, tudo dizendo, vamos jogar logo que não tem muita coisa pra ver aqui, não deu tempo de colocar mais nada além da main story do jogo.


Sério eu fiquei sentindo vergonha alheia enquanto jogava esse jogo. Até as cutscenes são ridículas! E não ridículas num bom sentido como DMC ou a própria franquia MGS faz as vezes. Ridículo de horroroso! De mal feito, até as cutscenes são duras, animações toscas, péssimas opções estéticas. Pequenos bugs e glitches ainda povoam o jogo. 

                            (o que NÃO deveria ter sido, mas foi.)

A história é um fiasco a parte. Nada com nada, nada de interessante, nenhum personagem memorável, seja aliado ou vilão. Plot desinteressante. Não tem nem muito o que falar. Eu realmente não esperava nada da história, mas enfim em todos os quesitos o jogo FALHOU! Não recomendo o jogo nem pra quem gosta de Metal Gear, nem pra quem gosta de jogo de ação.


Critiquei muito sim, mas também vou falar do que o jogo tem de bom. Por incrível que parece tem algo de bom no jogo! A tal mecânica de cortar tudo. Ela é bem satisfatória quando você pega o jeito. E o deslumbre inicial de poder cortar quase tudo é orgástico nos primeiros instantes do jogo. Mas conforme você vai seguindo, vai notando os problemas e glitches dessa mecânica também. Porém continua sendo prazeroso cortar tudo. Se o jogo vale a pena por algum fator, é por isso. mas mesmo assim não vale a pena. Por fim esse é mais um daqueles momentos em que eu esperava tão mais de Metal Gear.


Só mais uma coisa. Uma parada que me deixou bolado foi ver esse jogo receber bons reviews por aí em sites famosos e além disso o reviewer chegou a dizer que foi o melhor jogo que a Platinum já fez! QUE PIADA! Af maluco!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

inFAMOUS e seus problemas




Pra começo de conversa isso aqui não é um review, é mais um desabafo. Joguei Infamous 1 e 2 curti muito, sou fã da série, mas nem por isso deixei de perceber todos os problemas que o jogo teve. Não problemas técnicos de jogabilidade, mas decisões de design que nunca me agradaram. Por exemplo o jogo tem a premissa de ser um jogo de super herói, mas na verdade é um TPS (third person shooter) disfarçado! O Melee combat era ridículo e estava lá só pra dizer que tinha, apesar de estiloso era muito simplório. E o controle dos poderes funcionava igual ao set básico de armas de um TPS. Você tinha o raio, que era o tiro normal, aquela onda de choque que era tipo a shotgun e a granada elétrica(ridículo né? nem sentido faz!) que era como o que? adivinha? como uma granada normal. Isso seguia com os upgrades, a visão telescopica era o rifle sniper. E até mesmo o escudo que ele viria a ter funcionava muito como um escudo que você pode segurar em Gears of War por exemplo, que só te protege de uma direção.




Eu até entendo estruturar o jogo assim, mas sendo um jogo de “super herói” elétrico, em algum momento você espera se tornar poderoso, ter uma vantagem sobre os inimigos por causa do poder, mas isso nunca acontece! Aliás a coisa mais frustrante de todas pra mim foi encontrar o primeiro inimigo com poderes do jogo o Reaper Conduit ver ele se teleportar achar que eu teria aquele poder em breve e ver na prática que até o final do Infamous 2 você NUNCA ganha esse poder! Mais frustrante ainda é ver o Kessler no final do jogo, que é você, ver como ele é foda e ele TEM o teleporte, mas você NUNCA ganha. O que quero dizer que qualquer coisa que saia um pouco da zona de conforto dos desenvolvedores, que te de um pouco mais de poder de verdade além do set básico TPS, foi castrado. No Infamous 2 eu achava que teria poderes novos, diferentes, evolução dos poderes elétricos, mas ao invés disso eles te dão poderes nada a ver como um furacão, ou mais nada a ver ainda que é a mistura com poderes de gelo e fogo. Que na prática são apenas skins diferentes pros seus mesmos golpes, com apenas alguns efeitos diferentes. Raio que ricocheteia nos inimigos ou os perseguem, beleza, ai sim parece que estamos falando de poderes elétricos mesmo. Mas são poucos os poderes que te fazem sentir que ele realmente está melhorando, evoluindo. São poucos os poderes que fazem realmente algo diferente. E novamente foi frustrante ver outra personagem a Nix que também tem teleporte (sendo que teleporte tem ainda menos a ver com fogo do que com eletricidade!) e você poder pegar poderes dela, mas teleporte que é bom, digo novamente, você NUNCA terá! 


Então isso me frustrou um pouco no Infamous, principalmente no 2 que eu achava que seria uma evolução do primeiro, mas na verdade foi mais do mesmo apenas. Com os mesmos problemas de grandes grupos de inimigos que tem LOCK-ON em você (ninguém nunca te erra um tiro!) e sempre sabem onde você está e nunca param de te perseguir! Nem me incomodaria com isso se o jogo me desse poderes surpreendentes, pra superar esses inimigos tão precisos, mas não dá! Zerei ambos os jogos e mandei bem, mas o que quero dizer que ficou tudo na minha mão, no meu esforço.. como se eu não tivesse poderes. Substitua os raios por uma pistola, metralhadora, shotgun e granadas (ou melhor substitua Cole por Nathan Drake!) e eu terminaria esse jogo com a mesma dificuldade. Entende o que quero dizer? Para um jogo que gira em torno de super poderes, me senti bem impotente! 



Resolvi escrever isso agora por que curto o mundo de Infamous e acabam de anunciar o Second Son pra PS4. Devo dizer que não me empolguei. Claro primeiro video, to mais que escaldado com video de CG que não mostra gameplay. Mas ainda assim só pela premissa, jogar com outro personagem com poderes IGUAIS aos da Nix! Não me empolga. Pelo menos parece que ele vai ter teleporte... até que enfim! Mas fora isso, achei os poderes de fogo e explosão sempre os mais básicos e caídos. Sem falar que no video mesmo mostra que muita coisa pode continuar na mesma... personagem jogando granadinha... enfim, fiquei até meio triste. Mas pelo menos não abandonaram o franshise como eu achei que fariam.




Ah, e espero que MUDEM a cara de MONGOLÓIDE desse personagem por quê puta que pariu hein! ASUHSAUHASUH!